Projeto de geolocalização: um mapa vivo

A ideia de oferecer um sistema de geolocalização para os clientes e visitantes de shopping centers, aeroportos, feiras e pavilhões remete ao mundo da fantasia ou da ficção, como aquelas cenas do Marauders Map dos filmes de Harry Potter.

Na prática, um mapa vivo, detalhado e interativo para empreendimentos como estes ainda é coisa inédita ou que não foi vista como deveria. Os mercados setorizados têm grande dificuldade de entender o que é considerado em um projeto do tipo.  De fato, o tema é complexo, só que bem menos do que o Marauders Map.

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O maior erro é não abordar um projeto de geolocalização indoor de maneira integrada, 360° e transdisciplinar. Do passado recente e, infelizmente, até os dias de hoje, a relação com o tratamento de mapas internos em shopping centers é tratada de maneira desintegrada. Áreas onde as plantas são ferramentas fundamentais a planejamento e execução, como engenharia, infraestrutura e arquitetura, utilizam os mapas internos plenamente. Já os setores de vendas e locação subaproveitam estes mapas, utilizando-os apenas para o planejamento do mix de lojas, praças de alimentação e expansão por exemplo. Parece muito, mas na prática é pouco.

E quanto ao mapa  pensado para o cliente, visitante do empreendimento? O que se vê neste caso nem sempre é adequado, parece mais uma preocupação de segundo plano. Não seria este o este o principal recurso ausente em um totem multimídia? Independente, é claro, do seu grau de interatividade e recursos que telas touch screen oferecem atualmente.

Navegar em shoppings essencialmente desenhados para que cada loja brigue pela atenção do consumidor com vitrines chamativas, faixas de desconto ou decorações chamativas não é exatamente uma tarefa fácil.  São múltiplos estímulos disputando a atenção dos clientes e visitantes. É comum a sensação de que hoje em dia o tempo passa mais rápido, como mencionou o físico Marcelo Gleiser em coluna recente na Folha de S. Paulo. Sendo assim, oferecer uma experiência de compra mais agradável, em que o consumidor otimize seu tempo e não se sinta perdido faz parte do jogo do século 21. Seja para achar uma loja ou para encontrar seu carro entre centenas de outros num estacionamento com vários pisos iguais.

Mas, se estamos falando de várias camadas de realidade, interpretação e utilização de um mapa, qual a melhor interface para a leitura de todas elas, considerando o consumidor? Os velhos totens multimídia e plantas impressas em grande escala ou os smartphones, uma espécie de prótese tecnológica cada vez mais indispensáveis para consumidores de todas as classes sociais, cuja venda já superou a dos celulares convencionais no país?

Engenharia, planejamento e uso comum são três realidades beneficiáveis por um bom projeto de navegação indoor. Somada à segurança, que abordaremos futuramente, temos aí alguns motivos bastante plausíveis e presentes para a implantação destes projetos em empreendimentos comerciais.

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